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Nu descontexto

Neste tão vasto espaço recomeço as minhas histórias, as imagens e mensagens que passam por mim. Desejo partilhar este blog com quem quiser dispensar um pouco do seu tempo para amar comigo tudo.

Nu descontexto

Neste tão vasto espaço recomeço as minhas histórias, as imagens e mensagens que passam por mim. Desejo partilhar este blog com quem quiser dispensar um pouco do seu tempo para amar comigo tudo.

Os mercados da minha vida

 

Boa tarde!

Hoje fui ao mercado de Alvalade. Fantástico... Dirão vocês o que uma ida ás compras tem de tão interessante. Tem! E várias coisas.

Primeiro, é um ritual. 
A escolha dos legumes, a cara de fresquinho do peixe, que daí a uma hora estará no nosso prato a deliciar o dia. As pessoas são simpáticas, regateamos os preços, que conservam a nossa bolsa para um café quentinho ao som do "leve este carapau que é mesmo fresquinho". Ao ritmo de um pavilhão repleto de sacos coloridos, mais cheios ou vazios, e aromas inigualáveis.

Comprámos um peixe fresquinho, que nos soube a uma estrela Michelin e a um almoço digno da realeza. Não tivesse eu em casa um verdadeiro chef, que por vezes nada parece de amador. Saltita pela cozinha, dançando com os alimentos. Dá tanto gosto vê-lo cozinhar como provar as deliciosas receitas que confecciona.

Mas há mais um razão para eu gostar de mercados. Com muito orgulho digo que o meu pai trabalhou em um, não importa qual, á muitos anos atrás. Mas numa altura em que eu era tão sensível, dada a tenra idade, que me marcou. 

Os elogios das floristas á menina do papá, até ao restaurante onde comíamos a carne que trazíamos do talho onde trabalhava e que me sabia a melodia de amor. A paixão que sentia, e sinto, pelo meu rico pai. Lembro-me de ir de comboio até lá, toda atrapalhada, mas lá chegava eu, pronta para os mimos e elogios de todos os que trabalhavam e conviviam com ele.

Lembro-me de haver uma loja de animais, já no exterior do mercado e o dono me oferecer, não sei se um passarinho ou um peixe. Algo assim. E, calma, nunca esquecendo o senhor do café, que me oferecia guloseimas à socapa dos olhares atentos do meu babado pai. Que tempos... Delicados e amorosos.

Foi tudo e mais tudo que hoje recordei em Alvalade. Agora com outro homem, igualmente da minha vida, e com outros cheiros e sabores. De uma forma diferente, igualmente, e repito a palavra, delicioso, prazeroso, delicado... Apaixonante!

Diverti-me, recordei, dançei por lá e tive uma manhã cheia. Espero que a vossa também.
 
Um resto de dia feliz,
Marta