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Nu descontexto

Neste tão vasto espaço recomeço as minhas histórias, as imagens e mensagens que passam por mim. Desejo partilhar este blog com quem quiser dispensar um pouco do seu tempo para amar comigo tudo.

Nu descontexto

Neste tão vasto espaço recomeço as minhas histórias, as imagens e mensagens que passam por mim. Desejo partilhar este blog com quem quiser dispensar um pouco do seu tempo para amar comigo tudo.

A força de uma querida amiga

http://sic.sapo.pt/Programas/queridasmanhas/queridasmanhas_lista/2017-08-23-Viver-com-Esquizofrenia

 

 

Não consegui por directamente aqui o vídeo por isso deixo-vos o link de uma amiga que acompanhei a história. As doenças mentais são tabus no nosso mundo, e quem as tem sofre muito, muito... E até chegar onde a Mafalda chegou é uma luta imensa de anos, dias e segundos (em que se sofre) e ninguém vê. Ou melhor, muitos não querem ver.

 

Parabéns querida Mafalda! Para ti e para toda a família.

 

Com muita emoção, 

 

Sorrisos para ti,

 

Marta

"A arte clarifica os espíritos e dignifica o Homem. A arte Humaniza."

E quase a terminar as férias fomos visitar as obras de Nadir Afonso. Conterrâneo do meu namorado e por quem ele é apaixonado. Não conhecia, admito, mas apesar de tecnicamente não ser a melhor pessoa para avaliar as suas obras, gostei muito. Aproximei-me muito das pinturas.

 

Fomos ao Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, em Chaves e ao Centro de Artes Nadir Afonso, em Boticas. Recomendo ambos! 

 

O que mais me apaixonou, na verdade, foram as mulheres que estão retratadas nas suas pinturas em Boticas. Adorei! Ficam aqui algumas fotos.

 

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Uma visita à origem - Edrosa

E lá meio do nosso querido mês de Agosto fizemo-nos á estrada para visitar outro sítio onde se esconde a minha essência, a Edrosa. Aldeia no concelho de Vinhas, no Nordeste Transmontano. Lá nasceu toda a minha família da parte da mãe, os meus queridos tios e onde viviam os meus amados avós. A minha bondosa avó, Lucinda, que pouco me lembro dela (infelizmente) e o meu forte avô Carlinhos. 

Cheguei receosa que a minha memória me falhasse e não reconhece o cheiro, o sítio, as gentes. Mas assim que pisei aquela quente terra, reconheci cada canto e reconheci-me nele. Relembrei a minha infância, as brincadeiras com os vizinhos até aos meus amigos.

Assim que chegamos as minhas pernas tremiam mais que o vento ao abraço-los. Fomos, como esperado, convidados para um farto almoço e parámos em todas as capelas que me lembrei conhecer, para sorrir á gente e dizer de quem era filha, pois passaram-se alguns anos desde a última vez que lá tinha ido e as pessoas não me reconheceram.

Foi emocionante, senti-me de novo a menina pequenina de Lisboa. A que ficava adoentada com a longa viagem, a que corria, chorava e brincava com as vacas por aqueles caminhos, agora acimentados pelo tempo. Que saudades... Que emoção! Terá sido o momento mais marcante das minhas férias que pude partilhar com o meu namorado.

Está tudo igual, só há cimento nas estradas, coisa que não havia (como rectificou a minha prima ao ver as fotografias da visita), já a igreja e capelas não visitei tal não foi o desgaste emocional só de ver as pessoas e a casa humilde, mas linda, dos meus avós! É uma aldeia típica de boa gente e acima de tudo, pura.

Ah! Não poderia deixar de mencionar que passei por uma outra povoação, Zoio, onde ainda vive uma tia-avó minha que nos recebeu com muito carinho e de quem gosto muito.

Só vos digo: Que dia!

 

 

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De volta a Chaves

Em Chaves. Comida boa, paisagens lindas, calor intenso, família de coração extraordinária. O que mais se pode querer?

Consigo ver na rua da aldeia emigrantes a chegarem, abraços infinitos, cheios de alegria e emoção, partilhada num "fino" e em dois, três, quatro dedos de conversa. Com quem vem de uma luta infindável, para em Agosto poder regressar.

Chegam exaustos, 14 horas de viagem de França a Portugal, ouvi eu, mas não o demonstram, só se vê boa disposição e vontade de aproveitar cada minuto.

Terra de gente especial, da região norte, de onde eu própria tenho origem. Onde passei alguns Verões em criança, chapinhei nas possas de lama, dei comida aos animais, apanhei amoras, dancei nos arraiais e tive o meu primeiro amor. 

Há tantas histórias a contar que me perco e acabo por sentir que são estes cantos no mundo, no nosso pequeno ecossistema, que nos fazem sermos melhores.

Vamos continuar por cá, entre casa, passeio á cidade e como dizem cá: "Vá vamos falando!".

 

Até já,

Marta

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Biarritz até ao adeus a São Sebastião

Ontem foi dia de visita à vizinha França, mais propriamente a Biarritz. Mas comecemos pela manhã, fria e chuvosa, encontramos um café dos deuses Sakona, saboroso, aveludado, sei lá, do outro mundo num espaço giro e trendy.

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Depois de despertar, ainda com a chuvinha miudinha lá fora, passeamos um pouco pela cidade pela qual fiquei apaixonada. Tão jovem, quanto alegre, tão imensa quanto acolhedora.

 

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Depois pintxos num sítio sombrio, rumamos a França, como disse, Biarritz. Sou franca, é bonita sim, mas não fiquei especialmente encantada. Tudo é muito caro, as ruas estão cheias e eu estava exausta. Mas claro, que o saldo foi positivo. Eu uma apaixonada pela forma francesa, não me deixei de perder a vista nas muitas esplanadas e em especial onde comemos. O meu namorado comeu marisco, moules frites e eu como sou alérgica comi um hambúrguer. Mas tudo servido com gosto e muita amabilidade, coisa que durante estes dias escasseou pelos sítios onde andamos. As paisagens do mar e terra eram igualmente lindas (bem captadas pelo meu mais que tudo com um simples telemóvel), mas digo-vos São Sebastião, Espanha!

 

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A seguir a um jantar cedinho decidimos então voltar ao apartamento, quando o meu namorado lê num site que uma das coisas mais bonitas a fazer-se em Donostia é ver o pôr-do-sol às 21h18. Ficamos então, com um pouco de frio, os telemóveis disponíveis e os nossos sentidos para aquele espetáculo. Como estavam muitas nuvens foi bonito mas não estupendo, mas foi lindo. Ele registou para mais tarde recordar, aqui fica com um até já a São Sebastião. Viagem que adorei.

 

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Esta manhã despedimo-nos então da imensidão deste mar e seguimos em direcção a Chaves, parando em Bilbao. Não tivemos mais que duas horas. Visitamos por fora o edifício imponente do Museu Guggenheim Bilbao, a sua aranha e almoçamos sushi (ele) enquanto o contemplavamos. Foi agradável, não deu para conhecer bem, mas ficamos com um arzinho. Agora estamos em viagem de regresso a Portugal e a novas histórias e memórias.

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Até já,

Marta

 

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Dia em Donostia

Chegamos a São Sebastião, ainda dia, marcavam mais ou menos 19h. Devemos ter demorado uma hora para encontrar lugar onde estacionar o carro perto do suposto quarto (que alugamos) partilhado com duas pessoas.

Na verdade o que encontramos, depois de parar o carro a escassos metros, foi um hostel disfarçado de quarto, amigável e muito zen. Ao início estranhei, pois comprar gato por lebre com o meu mau feitio não é bom. Mas a verdade é que é realmente agradavél estar aqui. Silencioso, confortável, com pessoas simpáticas, coisa que não encontrei em serviços, como restauração, pelos sítios onde estive em Espanha. Nós Portugueses somos, não querendo entrar em disputas, mais hospitaleiros. Achei-os mais distantes. Esta noite saímos do restaurante, um sitio já acima da média e nem um "gracias" ouvimos (passamos por colaboradores e chefe de sala).

Por outro lado achei a faixa etária jovem mais alegre e divertida. Vi de tudo, desde o beto ao hippie, a beberem, fumarem ou simplesmente, a fazer surf (com a chuva que caiu e deixou de cair pelo dia e que o tornou mais peculiar ainda).

 

Demanhã percorremos todo o paradão da junto ao mar, na bahía de la concha para chegar ao funicular, uma especie de ascensor que nos leva ao Monte Igueldo.

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A viagem é gira, sempre no meio da natureza e no topo, perfecto, a imensidão do mar que se precipita por São Sebastião adentro. Os montes que rodeiam a cidade, verdes, e a chuva que caía, ora tímida, ora bruta, ora abençoada pois ajudava-nos na caminhada.

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Lá em cima também havia o Parque de Atracciones Monte Igueldo onde jogamos brincadeiras para ganhar peluches, fomos a casa do terror e comemos tapas (agardáveis).

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De seguida descemos, descansamos um pouco no quarto e assim que a chuva deu tréguas aventuramo-nos no maior desperdício do mundo de dinheiro para mim. Canoagem no mar. Creio que é giro para quem saiba fazer, mas para quem não conhece técnicas, não reconhece procedimentos de segurança e lhe dão simplesmente um colete salva-vidas, um caiaque e remos e lhe indicam o mar... Bem, não gostei. Acho que nos deveriam mostrar tudo o que mencionei atrás, pois é um perigo, com a ondulação do mar mandarem-nos assim. Não gostei, não quero repetir. Magoei-me porque uma onda empurrou a embarcação ao chegar e caímos contra ao areal desgovernados. Enfim. Nada relaxante.

À noite jantamos, e muito bem, no La Tagliatella, a entrada, focaccia, estava ótima e a carbonara fantástica. As sobremesas doces como se querem. Acabamos a noite no Altxerri bar&Jazz a ouvir música cubana. Muito bom! :)

 

Agora vamos dormir, sem planos, só nós. Para novas aventuras por amanhã.

 

Boa noite,

Marta

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Meu querido mês de Agosto

 E assim foi... Mal bateu o nosso querido mês de Agosto fomos espalhar sorrisos por aí :) Começamos na sexta-feira, dia 4 de Agosto, fomos até à Covilhã, visitar uns grandes amigos. Jantamos, cafezinho, boas conversas e gargalhadas. Partimos demanha para a nossa casa em Castro Daire.

 

E lá estávamos nós! Com a família reunida, no nosso doce mês de Agosto, juntos numa mesa a jantar e a rir de coisas que parecem ser insignificantes mas vos digo que é dessa massa que uma família é feita, de pequenos nadas que somados dão grandes coisas, um grande amor. Visitamos a Serra de São Macário, na freguesia de São Pedro do Sul. Uma Ermida na serra com o mesmo nome. Com paisagens apaixonantes que só aqueles sítios, que conheço desde tenra idade, têm.

 

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 Depois de passeios, mergulhos no rio Paiva, uma paragem para jantar no Restaurante Típico do Mezio (onde se come o melhor arroz de feijão com salpicão do mundo), na segunda rumamos aos Passadiços do Paiva e meu Deus, se há beleza no mundo, parte dela está lá concentrada!

Começamos em em Espiunca e apesar de ser aconselhado começar no lado onde acabamos digo-vos, iniciar ali foi uma benção. Era cedo, ainda não se via quase ninguém, só se ouviam as árvores, os animais, o rio, os nossos passos e nós. Éramos nós e a natureza, plena comunhão. Recomendo a visita, mesmo! 

 

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Depois desta pequena aventura, de uns mergulhos no rio e umas sandes de leitão rumamos a Espanha, Salamanca. Chegamos quase noite, mas ainda com um clarão fantástico e com centenas de pessoas na rua. Ficamos hospedados perto da Plaza Major de Salamanca. Jantamos tapas no Cuzco Bodega, ali perto. Amamos! Tudo muito saboroso e bem apresentado, valeu apena!

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Depois fomos beber um café a um pub cujo nome não vi, mas já estava tão cansada que só queria cama ahaha Mas ainda encontramos uma nota antiga Portuguesa por lá (estamos por todo o lado).

 

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Depois de uma reconfortante noite (mas ainda com dores no joelho) fomos passear pela manhã fria no centro da cidade. Subimos à torre da Catedral onde avistamos toda a cidade e digo-vos é linda mesmo <3  Uma cidade cheia de vida, gente bonita e jovem (também em espírito). Amei.

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Agora vamos a caminho do sol (que parece querer desaparecer para aqueles lados) de São Sebastião. 

 

Até já,

Marta

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Rituais

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Somos humanos, logo querendo ou não temos rituais. E e criei mais um (adoro-os, admito)

Onde vivo há uma chocolataria artesanal que, vejam bem, também tem granizados :) Agora acordo ansiosa pelas 14h (hora de abertura) e vou a correr ver qual é a fruta do dia, pegar nele e voltar a correr para um jardim ali perto, para apanhar sol enquanto desfruto do fabuloso sabor. É um ritual de escassos minutos que me sabe pela vida! 

Chama-se Cacaoati, como num post anterior referi. Passem por lá, nos Jardins da Amoreira (acho que é assim). Pessoas simpáticas, atendimento personalizado e chocolates, gelados e granizados a perder de vista. 



Tenham um dia (que espero que seja de sol). 



Até já, 
Marta